The Dodos é um trio oriundo da Califórnia. Sendo composto por Meric Long, Logan Kroeber e Joe Haener, estes rapazes fazem um indie rock com toques de folk. Contando já com 3 álbuns editados, a banda só ficou conhecida nos média a partir do seu segundo trabalho intitulado The Visiter. Time to Die, o último disco e o primeiro a contar com a colaboração de Joe Haener no xilofone, é um trabalho mais coeso, maduro e bem orientado, contando com a participação do produtor Phil Ek (que já trabalhou com The Shins, Band Of Horses e Fleet Foxes). Este álbum apresenta um tom mais folk e perde alguma da generalidade do seu antecessor, mas porem, The Dodos continuam a fazer música de grande qualidade.
Fiquem com o videoclip de Longform, a segunda musica do álbum Time to Die.
Em 1991, os eternos dilemas e controvérsias que giram em torno da real identidade de Deus, tal como nos é sugerida pela Bíblia e pelos seus mentores, vêem-se alvo de uma irremediável e já não nova discussão, aquando do lançamento d’ O Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago. Não faz meio ano, a recepção a Caim não foi menos tempestuosa. A comunidade católica não se deixou ficar de braços cruzados após ter passado os olhos pelo mais recente romance do Nobel e, mais uma vez, pronunciou-se contra o que considerou serem desaforos à figura sagrada do “Todo Poderoso”.
Em Caim, a forma arrojada com que José Saramago decidiu recontar à sua maneira toda uma série de episódios que a Bíblia reza nas suas páginas, leva-nos a reflectir de outra forma sobre os mesmos ou, pelo menos, a conhecê-los e ganhar uma diferente impressão deles (falo por mim). No fundo, é como contar uma versão alternativa de uma história clássica como a de Robin dos Bosques, só que nesta faz-se ver o protagonista menos “inocente” do que aquilo que aparenta ser na versão original. A partir daqui, cada leitor fará o seu próprio juízo/interpretação sobre aquilo que leu e concordará ou não com o ponto de vista que o autor revela sobre o assunto da história.
Como já se deu a entender há dois parágrafos atrás, quem não achou grande piada à história de Saramago (e à descrição que é feita do herói) foi a Igreja católica. Sem querer atulhar o post com experiências de leitura que não hão-de interessar a muita gente, fica apenas a modesta opinião aqui do “postador”: toda esta polémica, por mais interessante que possa ser, não deixa de representar na perfeição aquela metáfora habitual de “tempestade num copo de água”. Não há-de ser agradável para muitos crentes ver o seu “Senhor” ser classificado de, entre outras coisas, “filho da p**a” (ou tão disto como Abraão), mas é preciso tentar não se debruçar tanto sobre o sentido literal e geralmente ofensivo de expressões como esta e fazer por ler o seu sentido mais... simbólico, se considerarmos que um escritor é um criador de imagens e metáforas e que, por isso, possui legitimidade suficiente para transgredir certas convenções.
Em resumo e para terminar: terá sido necessário tanto alarido à volta de tão pouco?
Na tentativa de ajudar a tomar posição sobre este tema, fica aqui o link do frente-a-frente (parte 1/4; as outras hão-de estar à vista) que passou na televisão em Outubro, entre o escritor José Saramago e Joaquim Carreira das Neves, padre e professor de Ciências Bíblicas: http://www.youtube.com/watch?v=C2nrjs02rIk
Depois de a trupe dos The Muppets surgirem com toda a poupa e circunstância com o seu cover de Bohemian Rhapsody, é altura de revelar que a dupla mais temível dos campos da NBA (LeBron James e Kobe Bryant ) está de volta. Nesta nova temporada de quem sairá vencedor? The Lion ou The Black Mamba?
Projecto musical que reúne Rodrigo Amarante (Los hermanos) e Fabrizio Moretti (The Strokes) e a namorada deste último, a multi-instrumentista e cantora Binki Shapiro. Estes três cérebros musicais compõem um trabalho leve, doce e cheio de melodias nostálgicas. A maioria das músicas deixam-nos um cheiro de antiguidade e em alguns casos o tom havaiano surge como por exemplo em The Next Time Around e Brand New Start, havendo ainda tempo para Unattainable, onde pela primeira vez conseguimos apreciar a voz de Binki Shapiro. A última faixa traz-nos a única musica cantada em português. Evaporar é uma verdadeira bossa nova.
Um bom disco. Ouvir Little Joy é puro prazer, num tom de descompromisso.
Telekinesis é o nome primeiro projecto de Michael Benjamin Lerner. Oriundo de Seattle, Micheal (vocais e bateria) traz-nos um som bem característico do indie rock desta cidade norte-americana. Em concerto conta com o apoio de David Broecker, Jonie Broecker e do guitarrista dos Discover America, Chris Staples. A produção do álbum teve a cargo de Chris Walla, guitarrista dos Death Cab for Cutie.
Anos 90; uns consideram-na musicalmente a melhor década, outros preferem deixar esse título para décadas mais anteriores. Todavia gostemos ou não dos 90’s, somos obrigados a admitir que Polly Jean Harvey foi uma das principais representantes do rock e um ícone para as gerações que assistiram, por exemplo, à guerra na Bósnia. As suas canções contam contos obscuros, ásperos, densos, relatando situações e temáticas de uma forma descortinada. PJ expõe, portanto, situações que acontecem ao longo da vida de qualquer comum dos mortais de uma forma extremamente objectiva e dissecada. Desde questões relacionadas com o amor a outras tantas filosóficas, a belíssima Polly compõe as suas letras, orientando-nos para respostas que talvez nunca tínhamos pensado, mas que de facto fazem todo sentido.
Harvey teve um papel fulcral no rock posterior aos anos 90, na medida em que influenciou musicalmente e visualmente um conjunto de artistas que hoje em dia são extremamente conhecidos. A sua agradável complexidade auditiva é tão viciante que rapidamente nos tornamos em verdadeiros «súbditos», rendidos à sua arte. Arte essa, que é característica do seu talento e da sua personalidade.
Poderia informar o leitor, biograficamente e discograficamente, sobre a compositora inglesa, porém decidi render-me ao sedentarismo e não o fazer, na medida em que é precisamente esse o desafio que lhe coloco, ou seja, navegar e compreender o universo que envolve a música e mesmo a mentalidade de Polly Jean Harvey. Garanto que tal exercício não só enriquecerá musicalmente o leitor, como fará com que se interrogue acerca das mais simplistas questões.
Em baixo segue o tema Good Fortune de um dos melhores álbuns da década de 90, Stories From The City, Stories From The Sea:
Susan Janet Bailion, provavelmente nada dirá ao leitor, porém se lhe disser que Susan é nada mais nada menos que Siouxsie Sioux talvez se recorde dos seus cabelos eriçados, do eyleiner em excesso, chegando perto das sobrancelhas, e da sua indumentária punk. Punk é sem dúvida uma palavra incontornável quando referimos Siouxsie, na medida em que foi ela uma das pioneiras deste movimento social que se iniciou mais ou menos a meio da década de 70.
De Susan a Siouxsie
Desde jovem, ainda Susan, começou a ser influenciada pelos precursores do punk, nomeadamente: David Bowie, Lou Reed (tanto a solo como com os Velvet Underground), T. Rex, The Stooges e por toda essa efervescência que começava a surgir. Foi neste ambiente de rebeldia e excentricismo, característicos do punk, que Siouxsie começou a fazer parte do conjunto de jovens que se afirmavam em Londres. Rapidamente se tornou numa pessoa bastante conhecia no mundo underground londrino, devido ao seu vestuário extremamente arrojado para a altura e por fazer parte dos Bromley Contigent - etiqueta criada pela jornalista Caroline Coon para designar o conjunto de jovens seguidores e fãs dos punkíssimos Sex Pistos - do qual fazia também parte o seu compatriota dos Banshees,Steve Severin.
Siouxsie e os Banshees
Passou de espectadora e apreciadora de música underground para o lado oposto, ou seja, a ser ela própria ícone do punk, nomeadamente com a sua banda, Siouxsie and the Banshees. O seu primeiro concerto com os Banshees – em 76 - aconteceu no Punk Rock Festival realizado no 100 Club’s e consistiu num improviso colectivo, ou seja, enquanto a banda tocava, Sioux recitava poesia que tinha memorizado. Na altura ainda com Sid Vicious, futuro baixista dos Sex Pistols, na bateria, que pouco tempo depois foi substituído por Kenny Morris. Rapidamente se tornaram numa banda de culto, marcando presença constante nos vários bares e clubes da cidade londrina. 78 ficava marcado como o ano do lançamento do primeiro single, Hong Kong Garden, que atingiu o top 10 britânico, e do primeiro álbum, The Scream . Nick Kent, na revista NME, descrevia o disco, mais ou menos, com as seguintes palavras: « A banda soa como um híbrido original dos Velvet Underground acasalado com grande parte do engenho de Tago Mago dos Can, isto se tal paralelismo pode ser estabelecido». Em 83, a banda realizava a primeira tournée no estrangeiro, porém esta ficou caracterizada pela participação de Robert Smith, vocalista dos Cure, como guitarrista. O motivo que levou Smith a fazer as guitarras dos Banshees, deu-se devido ao facto de McKay ter abandonado bruscamente a banda a meio da tournée, levando a que o simpático vocalista dos Cure, que faziam as primeiras partes dos concertos dos Banshees, se voluntariasse para substituir, provisoriamente, McKay. Até 96, ano em que colocaram um fim à banda, os Banshees realizaram mais 10 álbuns de originais, para além de Scream, e marcaram, inquestionavelmente, o panorama punk e pós-punk britânico, introduzindo também nuances do gótico, isto quer a nível musical quer a nível do visual.
Siouxsie Sioux, a diva do punk londrino
Siouxsie Sioux foi sem qualquer dúvida a mais feminina representante do movimento punk dos anos 70 e do pós-punk dos nos 80, trabalhando inclusive como modelo vivo para a conhecidíssima estilista punk Vivienne Westwood. A sua roupa marcada pelo negro, os seus acessórios de bondage, a sua forte maquilhagem, caracterizada pelas grandes sobras negras nos olhos, e o seu penteado eriçado e desalinhado foram a marca de uma juventude radicalista, de um movimento social além-fronteiras.
Em baixo segue o video de Hong Kong Garden, o primeiro single de Siouxsie and the Banshees:
Posted by Hugo Morgadinho Pereira
in
Música,
Rádio
Foi com enorme choque que tive conhecimento da sua morte. Antes de mais peço desculpa por estar a escrever na primeira pessoa, visto não ser o haitual no nosso blogue, porém o motivo deve-se ao facto de Sérgio, como carinhosamente o tratavam, ser uma pessoa por quem sempre tive uma enorme admiração e que sempre considerei um símbolo da rádio e da divulgação musical em Portugal, o verdadeiro «John Peel português».
O radialista deixou-nos esta manhã, aos 59 anos.
António Sérgio tornou-se um ídolo para todas as gerações apreciadoras de música, principalmente para os jovens dos anos 80. Nessa época era o «Lobo», acompanhado por Luís Filipe Barros e Rui Morrison, quem divulgava tudo o que musicalmente se passava «lá fora» e mesmo «cá dentro». Isto numa época em que a facilidade e a acessibilidade de conhecer novas bandas em nada tinha que ver com os dias de hoje.
Sérgio iniciou o seu contributo para a música em Portugal no final dos anos 70, dando voz a programas como: Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança-Chamas, O Grande Delta e, ultimamente, A Hora do Lobo ou Viriato 25. Foi premiado pelo Globo de Ouro na categoria de Rádio e em 2008 completara 40 anos de ofício radiofónico.
A música portuguesa perdeu hoje um dos seus principais mentores.
Foi esta semana divulgado o trailer do novo filme de Clint Eastwood. Invictus apresenta-se como um forte trunfo da Warner Bros. para arrecadar as tão desejadas estatuetas douradas.
A estreia da película está marcada para Dezembro e conta com a presença de Morgan Freeman, que encarna o Nobel da Paz, Nelson Mandela, e Matt Damon que representa François Pienaar, o conhecido jogador de râguebi sul-africano.
Espera-se, com certeza, uma disputa furtiva com The Lovely Bones de Peter Jackson.
O realizador britânico Guy Ritchie conhecido por filmes como Lock Stock and Two Smoking Barrels, Snatch, Revolver e/ou RocknRolla, traz-nos desta vez uma nova adaptação cinematográfica de Sherlock Holmes, personagem de Arthur Conan Doyle criada no longínquo ano de 1887.
O detective Sherlock Holmes é interpretado por Robert Downey Jr. (que podem ver agora nos cinemas em O Solista, juntamente com Jamie Fox) e o seu companheiro de aventuras Dr.Watson por Jude Law.
Sem mais demoras fiquem com o novo trailer, cheio de acção e comédia.